Infectologista atuante em Jacareí aborda sobre características e prevenções da Sífilis

No último dia 11 foi comemorado o Dia do Infectologista, profissional responsável por pesquisar, diagnosticar, tratar e acompanhar doenças infecciosas e parasitárias. Por conta da data, o Jornal O Novo conversou nesta quinta-feira, 19, com a infectologista Sonia Rachid Mamoud, que atua em Jacareí, para tratar de uma doença preocupante: a Sífilis. De acordo com o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das hepatites virais, a Sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada por uma bactéria. A doença pode apresentar diversas manifestações clínicas e diferentes estágios sendo que nos dois primeiros a possibilidade de transmissão é maior. A Sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou para a criança durante a gestação ou parto. Dentre os sintomas estão feridas no local de entrada da bactéria, manchas pelo corpo que geralmente não coçam, febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo. Em casos mais sérios, a doença se evidencia com lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, que podem levar à morte. Segundo Sonia Rachid, os casos da doença vêm aumentando de uns tempos para cá. Para ela, é importante que as pessoas pensem na prevenção, porém muitas ainda deixam a desejar. “Temos sempre que bater na tecla com relação ao assunto. Neste aspecto acho que falta um pouco de propaganda mais aberta em relação a presença da doença”, explica. O departamento de vigilância alerta que o uso correto e regular da camisinha feminina ou masculina é uma medida importante de prevenção. Já o acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita. Com relação a este tipo, Sonia diz que existe um trabalho forte e atuante. O tratamento de escolha é a penicilina benzatina, que pode ser aplicada nas unidades básicas de saúde. A infectologista ressalta que a Sífilis é tratável, mas não tem imunidade para a vida toda, ou seja, mesmo quem já teve uma vez ainda corre o risco de contrair novamente. Com relação aos casos identificados, Sonia Rachid explica que todos são notificados à Vigilância Epidemiológica. Laboratórios também fazem a notificação.